Baleias orca aprendem a imitar a fala humana

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Baleias orca aprendem a imitar a fala humana

Há algo atraente sobre o fato das baleias levarem a humanidade à ponte de divisão linguística entre cetáceos e H. sapiens.

Uma das primeiras tentativas sérias de se comunicar com elas começou quando o psicólogo, John C. Lilly, contratou Margaret Howe para trabalhar com um golfinho chamado Peter, nas Ilhas Virgens. A missão de Margaret era fazer com que Peter pronunciasse algumas palavras humanas, encorajando Peter com brincadeiras, natação e, ocasionalmente, de forma sexual também. Embora Margaret apreendeu facilmente a linguagem do golfinho, a compreensão de Peter para o inglês não era tão firme…

Em maio de 1984, a Marinha dos Estados Unidos fez uma descoberta inesperada de uma baleia beluga, Noc, com uma habilidade para imitar o discurso humano. Noc fazia parte da iniciativa ártica da Marinha conhecida como ‘Cold Ops‘, cujo objetivo era alistar baleias beluga para executar tarefas ou auxiliar mergulhadores humanos debaixo d’água. Aqui está o que Sam Ridgway e companhia escreveram em seu artigo, Spontaneous Human Speech Mimicry by a Cetacean (Mimetismo Espontâneo da Fala Humana por um Cetáceo):

Depois de sete anos ao nosso cuidado, uma baleia branca chamada NOC começou, espontaneamente, a fazer sons incomuns. Interpretamos as vocalizações da baleia como uma tentativa de imitar humanos. As vocalizações de baleias muitas vezes soavam como se duas pessoas estivessem conversando na distância logo fora do alcance à nossa compreensão.

De especial interesse foram as observações de Ridgeway a Charles Siebert, da Smithsonian Magazine, sobre seu relacionamento com Noc e outras belugas no programa:

Elas pensam em nós como família, e essa é a razão pela qual elas ficam conosco. Não temos como controlá-los completamente e, no entanto, elas fazem o trabalho e voltam. Elas se vêem como parte de uma equipe. Ou, pelo menos, as vemos como se estivessem se sentindo como parte de uma equipe.

Examinando um novo artigo, cortesia de José Z. Abramson e companhia, intitulado Imitation of novel conspecific and human speech sounds in the killer whale (Orcinus orca). Em termos leigos, alguns cientistas ensinaram orcas a imitar o discurso humano.

A metodologia simplificada envolve o ensino de um comando ‘fazer isso’ para as orcas, para que elas saibam imitar o que seu instrutor está dizendo. Enquanto as orcas enfrentam desafios quando se trata de enunciação, isso ilustra um outro passo para potencialmente se comunicar com esses animais magníficos ou eles se comunicando conosco.

Não devemos ficar totalmente surpresos depois que a Dra. Ann Bowles, co-autora de Differences in acoustic features of vocalizations produced by killer whales cross-socialized with bottlenose dolphins (Diferenças em características acústicas de vocalizações produzidas por baleias assassinas socializadas com golfinhos de nariz de garrafa), observou orcas selvagens falando a linguagem dos golfinhos. Ela concluiu que as orcas socializadas com golfinhos de nariz de garrafa usavam mais cliques e assobios do que as chamadas pulsadas típicas da comunicação. Além disso, ela foi citada na ScienceDaily:

As baleias assassinas parecem estar realmente motivadas para combinar as características de seus parceiros sociais.

Depois de anos de abuso, cativeiro e exploração, os humanos devem se sentir lisonjados pelo fato que as orcas e belugas ainda se dignariam a nos considerar como parceiros sociais, imitando nossas vocalizações, na esperança de fortalecer os laços sociais entre espécies e promover a boa vontade.

Talvez depois que os seres humanos, ou as baleias, descubram uma pedra Rosetta interspecies para facilitar a comunicação em algumas décadas, vamos equipar os cetáceos com aparelhos de fala para texto, para que elas possam enviar uma mensagem no Twitter dizendo “Limpem os oceanos” para nós, porcalhões…

Veja o vídeo abaixo e ouça essas baleias tentando imitar uma humana:

(Fonte)

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