Cientistas dizem que pessoas com ansiedade têm superpoderes

pessoas com ansiedade

Para aquelas pessoas que estão vivendo com transtorno de ansiedade, isso deve parecer uma piada. A ansiedade não é divertida, e nos dias ruins, as pessoas ansiosas definitivamente se sentem longe de serem super.

Realmente não há nenhum lado positivo quanto se vive com ansiedade, e embora cada sofredor tenha uma experiência diferente e diferentes níveis de luta, todos podem concordar que não é um passeio no parque.

No entanto, essas alegações não estão sugerindo que as pessoas que estão vivendo com ansiedade podem começar a voar, ou de repente se tornar tão fortes quanto o super-homem, mas aqueles que sofrem de ansiedade ou transtorno de pânico podem ter algumas qualidades excelentes que poderiam estar relacionadas ao seu problema.

Confira algumas das coisas que podem estar relacionadas à saúde mental de uma pessoa e também conheça alguns dos diferentes tipos e classificações de ansiedade com os quais as pessoas lidam.

Pessoas que vivem com ansiedade têm uma sensação de preocupação elevada. Embora isso seja muitas vezes considerado uma coisa ruim, existem alguns casos em que isso pode ser útil.

Houve alguns estudos que sugerem que a ansiedade pode ter evoluído nas pessoas da mesma forma que a inteligência.

Estudos também mostraram que pessoas que foram diagnosticadas com transtorno de ansiedade generalizada estão frequentemente associadas a altos QIs.

O Dr. Jeremy Coplan, pesquisador de estudos em psiquiatria na Downstate Medical Center da Universidade Estadual de Nova Iorque, explicou que, embora a maioria das pessoas tenda a ver a ansiedade como algo negativo, ela está ligada à inteligência. De acordo com a Livescience, Copland explicou que, embora a ansiedade às vezes possa ser incapacitante e as preocupações do paciente irracionais, há algumas situações em que realmente existe uma situação perigosa e que a preocupação excessiva se torna útil e adaptativa.

Ele também disse que as pessoas que agem imediatamente contra esses ‘perigos selvagens’ têm maior probabilidade de sobreviver e preservar a vida de seus entes queridos.

O estudo foi pequeno, portanto é preciso fazer mais pesquisas para confirmar esses achados. O teste envolveu 26 pessoas que vivem com transtornos de ansiedade e 18 pessoas que não sofrem. Eles fizeram um teste de QI e um teste para avaliar sua preocupação.

O estudo constatou que aqueles com maiores níveis de preocupação durante o teste tiveram o QI mais alto como resultado.

Algumas pessoas acreditam que aqueles que sofrem de ansiedade têm uma maior probabilidade de serem empáticos, já que podem ser melhores na leitura de sinais emocionais, bem como estarem sintonizados com certas energias.

Se você ainda não sabia, na verdade existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, e nem todos que vivem com ansiedade serão afetados da mesma maneira.

Primeiro, há o GAD, sigla em inglês para Transtorno de Ansiedade Generalizada. Isso geralmente envolve pacientes que têm uma preocupação exagerada com tarefas ou eventos simples. O paciente pode sofrer com essa preocupação por dias ou anos e pode dificultar a concentração nas tarefas diárias.

O paciente pode sempre estar imaginando o pior cenário e a preocupação grave sempre ocupa a mente do paciente.

Os pacientes com este distúrbio passam por ondas repentinas de terror, às vezes sem saberem o motivo ou sem aviso prévio. O paciente pode ter falta de ar, dor no peito e rigidez.

Outra forma é o TOC, ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo. O TOC é muito mais do que apenas uma aberração. Os pacientes geralmente lidam com pensamentos intrusivos que muitas vezes podem ser perturbadores e fazem com que o paciente adapte os rituais que eles acreditam que impedirão que esses pensamentos aconteçam.

O transtorno de estresse pós-traumático, ou TEPT, ocorre após um evento trágico ou perturbador na vida de uma pessoa. Muitos soldados que retornam da guerra sofrem com essa doença mental e fazem com que os pacientes experimentem flashbacks e tenham pesadelos.

A saúde mental é um problema sério e os pacientes não devem ser todos agrupados na mesma caixa. É importante lembrar que esses distúrbios são reais, mas não definem a pessoa que vive com eles.

(Fonte)

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