Cientistas ressuscitam cérebros mortos e descobrem a chave para a consciência

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Sonhos e descrições de imortalidade podem ser encontrados através da história da humanidade. Desde as ideias judaica-cristãs de Céu e Inferno, até os conceitos hindus de reencarnação, quase todas as religiões e culturas têm alguma interação com a vida eterna dentro de suas crenças, folclore ou arte.  Quem dentre nós não tem entretido a noção de viver para sempre?  Embora poderia ser alegado que a nossa imortalidade é o que torna a nossa vida preciosa e tudo mais, quem realmente gostaria de morrer?

O conceito de imortalidade está ligado à nossa consciência coletiva

Por sorte, alguns avanços científicos lá fora estão trazendo o sonho da imortalidade mais próximo de se tornar realidade. No início deste ano (2016), um grupo de cientistas alegaram ter revertido por 20 anos o envelhecimento celular em cobaias.  Se sua pesquisa for confirmada, então as alegações do transhumanista Ray Kruzweil de que logo seremos capazes de estender nossas vidas indefinidamente podem não ser tão impossíveis quanto soam.  Se estas alegações já te deixam desconfortável, então clique no botão ‘retornar’ do seu navegador, porque a próxima vai te deixar realmente impressionado.

Neurocientistas da Universidade Laurentian do Canadá recentemente publicaram um trabalho no PLOS One alegando terem trazido um cérebro humano de volta à ‘vida’… isto é, assim por dizer.

De acordo com seu artigo extremamente técnico, os pesquisadores foram capazes de estimular eletricamente certas seções de cérebros mortos para voltarem à um estado ‘similar’ à vida:

Padrões similares às da condição de vida foram obtidos por sondas químicas e elétricas dentro das seções coronal e sagital de estruturas do lóbulo temporal humano, as quais tinham sido mantidas em etanol-formalina-ácido acético. […]  Estes resultados sugerem que porções do cérebro humano após a morte retêm capacidades latentes de reagir com propriedades potenciais virtuais similares à vida.

Os autores escreveram que, ao injetarem os cérebros com ketamine e nicotina, também foram capazes de restaurar níveis similares de atividade cognitiva idênticas à vida.

Sim, isto é muito estranho. Mas o caso fica ainda mais estranho… muito mais.

Os pesquisadores descobriram que com a adição de glutamato, um dos vinte aminoácidos que fazem a proteína humana, os cérebros preservados em etanol-formalina-ácido acético (EFA), um preservante biológico comum, começaram a emitir fótons:

Pela simples aplicação de glutamato em concentrações típicas encontradas dentro dos tecidos de um cérebro vivo, fótons foram emitidos do tecido humano que havia sido fixado em EFA por décadas. […] Esta densidade de fluxo tem a mesma ordem de magnitude que foi mensurada nos hemisférios do lado direito (ao nível do lóbulo temporal) quando as pessoas sentadas em quartos muito escuros engajaram em imaginação vívida sobre a luz branca.

Em outras palavras, os pesquisadores descobriram que dando aos cérebros mortos um aminoácido que os cérebros vivos recebem, os cérebros mortos emitem as mesmas quantidades de fótons – luz – como fariam os cérebros de pessoas vivas sentadas num quarto escuro, imaginando a luz branca.

 

Este estudo tocou alguns dos maiores mistérios da consciência e do Universo

Em sua discussão, os autores apresentaram algumas teorias estranhas sobre a natureza da consciência, a realidade e o Universo:

A base física da ‘consciência’ e da cognição, com a implicação de uma propriedade mais onipresente que possa ocorrer por todo o Universo, seria consistente com a filosofia […] de que o comportamento de qualquer parte do Universo (cosmos) é determinado por todas as suas partes.

Embora ainda não seja possível determinar exatamente qual nível de consciência poderia ser restaurada nesses cérebros mortos, os pesquisadores definitivamente declaram que os cérebros mortos “expressam alguma capacidade de ativação cognitiva”. As implicações e aplicações em potencial desta pesquisa chocam a mente.

Bem-vindos ao novo pós-vida

Este estudo poderia finalmente apoiar a crença dos sonhos e de uma pós-vida tecno dita por transhumanistas, ou até mesmo confirmar algumas teorias dos espíritos passadas de geração em geração pelas religiões o mundo.

As implicações desta pesquisa – de que fótons poderiam ser a chave da consciência e das nossas conexões com o Universo – vão além da neurociência e unem muitas teorias metafísicas, espirituais e quânticas.

eak

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