O Brasil está combatendo a pobreza através da neurociência e do amor

Compartilhe com amigo(a)s! Obrigado. :)

combatendo a pobreza através da neurociência e do amor

Por quase duas décadas, o Brasil passou pelo maior experimento do mundo para provar que ensinar aos pais pobres como amar e nutrir seus bebês influenciará drasticamente no tipo de pessoas eles se tornarão quando adultos.

O Brasil espera mudar sua trajetória atual de violência, desigualdade e pobreza com um método de prevenção através do amor e do cuidado.

Não é nenhum segredo que os bebês precisam ser amados e nutridos, mas ao longo dos anos tem havido muitas outras opiniões e livros populares sobre o método Cry It Out, ou deixar os bebês se defenderem, colocando-os em seus berços sozinhos, fora do perigo/medo de potencialmente sufocar seu bebê durante o sono. Além disso, há uma falta generalizada de conhecimento e compreensão sobre a importância do seu tempo, cuidado e atenção para o desenvolvimento do bebê.

Por causa disso, muitos bebês e crianças não receberam a quantidade adequada de amor e cuidado necessários para o desenvolvimento saudável do cérebro. Na verdade, os bebês não conseguem se defender sozinhos, e quando são deixados para chorar, eles aumentam drasticamente os níveis de cortisol, o que pode ter um impacto prejudicial em seu desenvolvimento, potencialmente alterando quem eles poderiam se tornar mais tarde na vida.

Há cerca de 30 anos, o líder deste projeto, Osmar Terra, ficou obcecado com a questão de como os humanos se desenvolvem. Ele era cardiologista nos anos 90 e frequentemente lia artigos de pesquisa sobre a neurociência da primeira infância. Depois de entrar na política e se tornar prefeito de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, em 92, ele continuou a refletir sobre essa questão, levando-o a um mestrado em neurociência. Osmar Terra queria encontrar uma maneira de enfrentar a pobreza de frente.

Ele diz:

Em cada atividade, sempre me pergunto: ‘Qual é a política pública que pode ser mais transformadora? Como podemos melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos, sua saúde, sua educação?’

Depois de muita pesquisa, ele percebeu que a resposta a essa pergunta começa logo no começo, durante a gravidez e os primeiros anos da vida de uma criança.

Há uma tonelada de pesquisas inovadoras que mostram como o amor e a sensação de segurança experimentada por um bebê afetam diretamente o modo como o cérebro da criança será conectado. Adversidade, especialmente aquilo que é persistente e desencadeador de estresse, como negligência e abuso, prejudicará o desenvolvimento. Isso pode resultar em má saúde mental, emocional e física, realização educacional e até morte prematura.

Toda essa informação e pesquisa importante é o que levou a Terra a criar o Criança Feliz, um programa altamente ambicioso de instrução e orientação para pais, que foi lançado em 2017. O objetivo é tentar atingir quatro milhões de mulheres grávidas e crianças até 2020.

Ele disse:

Se uma criança se sente emocionalmente segura e apegada, ela explora o mundo de uma maneira melhor. Quanto mais seguras elas se sentem e quanto mais segura sua base, mais rápido elas aprendem.

José Medeiros, um senador do estado de Mato Grosso, que dirige a comissão parlamentar sobre o desenvolvimento da primeira infância, disse:

Acredito que esta é a solução, não só para o Brasil, mas para qualquer país do mundo em termos de segurança, segurança pública, educação e saúde.

É uma solução barata.

Vamos mudar o mundo desde o começo.

Os primeiros 1.000 dias

Os cientistas descobriram que os primeiros 1.000 dias de vida são os mais cruciais para o desenvolvimento do cérebro.

De acordo com o site Quartz.com:

Muitas pessoas, ricas e pobres, não têm ideia do que as crianças são capazes. Psicólogos e neurocientistas acreditam que elas são gênios criativos, capazes de processar informações de maneiras muito mais sofisticadas do que jamais imaginamos. Mas para que esse gênio se mostre, o bebê precisa se sentir seguro, amado e ter atenção.

Medeiros explica como ele via os pais antes de ir para o programa de Harvard.

“Eu criei meus filhos como se estivesse cuidando de uma planta”, lembra ele. “Você lhes dá comida, você cuida deles.” Ele diz que fez o melhor que pôde, mas “eu não tinha toda essa informação. Se eu os encorajasse, os estimulasse mais, teria contribuído muito mais para o desenvolvimento deles”.

Ele dificilmente é a exceção. Uma pesquisa nacionalmente representativa em 2012, no Brasil, perguntou às mães, das quais 52% tinham educação universitária, o que era mais importante para o desenvolvimento de seus filhos até os três anos de idade. Apenas 19% referiram brincar e caminhar, 18% disseram receber atenção de adultos e 12% escolheram receber carinho.

“Então, brincar, conversar com a criança, apegar, não é importante para mais de 80% das pessoas entrevistadas”, diz Harasawa, diretora do Criança Feliz.

O que podemos aprender?

Poderia a falta de conhecimento sobre o que realmente significa ser pai/mãe e criar uma criança ser um dos maiores fatores contribuintes para o crime, violência doméstica, pobreza e uma ampla gama de outros comportamentos prejudiciais que estamos vendo globalmente? Poderiam realmente estes fatores serem causados pela má paternidade e cuidado que é dado durante os primeiros 1000 dias de vida de uma criança? É muito provável.

Infelizmente, muitos dos pais sem o conhecimento provavelmente foram criados por pais que também não tinham esse conhecimento. O ambicioso plano do Brasil servirá como uma experiência poderosa que o mundo inteiro pode tomar nota. Isso realmente tem o poder de dar aos pais as ferramentas necessárias para criarem seus filhos. de tal forma que, eles tenham uma chance melhor de alcançar seu maior potencial. Não vamos esquecer que as crianças de hoje são os líderes de amanhã. Este é um trabalho muito importante.

Parabéns Brasil por liderar o caminho para este poderoso potencial de mudança real!

(Fonte)

Sim, o Brasil ainda tem chance de ser consertado. Tudo que temos a fazer é apoiar projetos como este (irrelevantemente da ideologia política de cada um), amar nosso filhos de verdade e, também importantíssimo, nos unirmos para se livrar dos males que agora estão expostos a nós (para um bom entendedor, meia palavra basta).

 


Compartilhe com amigo(a)s! Obrigado. :)