Empresa está prestes a converter ar em combustível para automóveis

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converter ar em combustível para automóveis

Com o preço do combustível fóssil hoje em dia, e principalmente devido as maleficiências da poluição que este tipo de combustível gera, uma infinidade de novas tecnologias tem sido apresentada nos últimos anos, inclusive veículos movidos a eletricidade, carros que funcionam com água salgada, água fresca e agora até ar fresco. O objetivo é transformar o carbono no ar em combustível para carros.

E agora, acredite ou não, uma empresa canadense está prestes a tornar possível a geração de combustível extraído do ar.

A Carbon Engineering, uma empresa que conta com figuras notáveis ​​como Bill Gates entre seus apoiadores, desenvolveu uma tecnologia que viabilizaria o funcionamento de carros usando o ar. Essa nova tecnologia tiraria o CO2 do ar e o transformaria em um combustível neutro em carbono que poderia ser usado para criar o combustível para os automóveis.

O CEO da empresa, Steve Oldham, explica:

A visão [da Carbon Engineering] é reduzir os efeitos da mudança climática, primeiro cortando as emissões e depois reduzindo o CO2 atmosférico. Nosso combustível limpo é totalmente compatível com os motores existentes, por isso fornece ao setor de transporte uma solução para reduzir significativamente as emissões, seja por mistura ou uso direto.

A tecnologia funciona retirando o ar fresco em torres de resfriamento, onde o ar seria submetido ao hidróxido de potássio. Esta substância reagiria com o dióxido de carbono para fazer carbonato de potássio. Após um período prolongado, o ar seria transformado em uma pelota de carbonato de cálcio.

Quando reaquecido, a pelota libera dióxido de carbono, que será então pressurizado e bombeado para o subsolo. O produto final será um gás liberado pelo carbonato de cálcio com o dióxido de carbono extraído que, quando combinado com o hidrogênio, criaria um combustível sintético neutro em carbono. Segundo a empresa, esse combustível poderia ser usado para alimentar carros, barcos e até aviões.

O principal problema que a empresa enfrentou no desenvolvimento desta tecnologia é o custo. Inicialmente, custou à empresa cerca de US$600 para extrair energia suficiente do ar para alimentar um veículo que, naturalmente, tornaria a tecnologia impraticavelmente cara. No entanto, recentes desenvolvimentos significaram que o preço da tecnologia foi reduzido para muito mais razoáveis US$100 por tonelada.

O avanço recente causou empolgação. A razão pela qual este método inovador de combustível para automóveis difere de muitos outros desenvolvimentos tecnológicos recentes neste campo é que o combustível neutro em carbono é compatível com a grande maioria dos motores existentes e, portanto, não exigiria que os consumidores comprassem um novo veículo ou motor para mudarem para este método mais ecológico de energia.

Apesar de tudo isso, alguns críticos sugeriram que essas novas invenções poderiam ser uma espécie de distração, quando se trata do negócio complicado de limpar o planeta. Ativistas ambientais argumentam que a tecnologia necessária para reverter os danos do aquecimento global já existe em grande medida e que o foco deve estar em convencer os líderes mundiais e governos a lidar com a necessidade de mudar e fazer cumprir a legislação necessária para tornar isso possível.

Enquanto isso…

(Fonte)


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