Equipe de pesquisa da Harvard revela as assombrosas habilidades ‘superhumanas’ de monges do Tibete

É fascinante considerar como muitos ensinamentos antigos nos falam que humanos possuem uma capacidade de ganhar poderes extraordinários através de várias técnicas. Algumas dessas técnicas, conhecidas como siddhis na ioga tradicional (do Sanscrito que significa perfeição), incluem a meditação, a dança estática, tambores, oração, jejum, e mais.

No budismo, por exemplo, a existência de poderes avançados é realmente reconhecido; de fato, Buda esperava que seus discípulos fossem capazes de obter estas habilidades, mas que também não se distraíssem por elas.

O Professor de Estudos Budistas e Tibetanos da Universidade de Michigan, Donald Lopez Jr. descreve as muitas habilidades prescritas por Buda:

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Com estes esclarecimentos, ele acreditou possuir todos os tipos de forças supernormais, inclusive o conhecimento completo de cada uma de suas próprias vidas passadas e aquelas de outros seres, a habilidade de conhecer os pensamentos dos outros, a habilidade de duplicar a si mesmo, a habilidade de se elevar no ar e simultaneamente atirar fogo e água do seu corpo… Embora tenha passado para nirvana na idade de oitenta e um, ele poderia ter vivido ‘por um éon, ou até o final do éon’ se ele assim o quisesse.”

Novamente, há numerosos contos sobre pessoas com – como o Instituto de Ciências Cerebrais os chama – ‘capacidades humanas estendidas’.  Já que este artigo é focado nos monges budistas, aqui está outro exemplo dos fatos curiosos, como aqueles escritos por Swami Rama em Living with the Himalayan Masters (Trad. livre – Vivendo com os Mestres Himalaios):

Nunca vi antes um homem que pode sentar quieto sem piscar suas pálpebras por oito ou dez horas, mas este adepto era extraordinário.  Ele levitava 75 centímetros durante suas meditações. Medimos isto com um barbante, que foi mais tarde mensurado com uma régua.  Gostaria de deixar claro, contudo, como já vos falei, que não considero a levitação como uma prática espiritual.  Ela é uma prática avançada de pranayama com a aplicação de bandeaus . Uma pessoa que sabe sobre a relação entre a massa e o peso compreende que é possível levitar, mas somente após muita prática.

Ele (também) tinha o poder de transformar a matéria em diferentes formas, como mudar a rocha em cubos de açúcar.  Uma após a outra, na manhã seguinte, ele fez muitas coisas assim. Ele me disse para tocar a areia – e os grãos de areia se tornaram diamantes e cajus. Eu havia escutado a respeito dessa ciência antes, e sabia seus princípios básicos, mas dificilmente acreditava em tais estórias.  Não explorei este campo, mas estou completamente familiarizado com as leis governantes da ciência.

Muitas destas estórias existem na literatura e na tradição, mas são somente estórias para que os leitores decidam se elas contêm qualquer credibilidade. É claro, uma pessoa que subscreve a vários ensinamentos da antiguidade estaria mais inclinada a acreditar que estas são mais do que somente estórias e lendas.  Com a ciência iluminando sobre as possíveis verdades do misticismo antigo, não é implausível pensar que, em uma época, estas habilidades eram de conhecimento comum.

Hoje, há muitos estudos dentro do âmbito da parapsicologia, os quais têm fornecido resultados estatisticamente significantes, especialmente quando se examina as descobertas que vieram da física quântica. É por isto que Max Planck, o físico teórico que originou a teoria quântica, declarou que ele “considera a autoconsciência como fundamental” e que ele considera a “matéria como um derivado da consciência“.  Ele também escreveu que “não podemos deixar a consciência para trás” e que “tudo que falamos a respeito, tudo que consideramos como existente, postula a consciência“. E o Dalai Lama apoiou este ponto de vista:

Falando de forma geral, embora há algumas diferenças, penso que a filosofia budista e a mecânica quântica podem apertar as mãos quanto as suas visões do mundo. Podemos ver nestes grandes exemplos os frutos do pensamento humano. Independentemente da admiração que sentimos por estes grandes pensadores, não devemos perder de vista o fato que eles eram seres humanos, bem com nós somos.

R.C. Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade John Hopkins, vai além com sua explicação:

Uma conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos na criação de nossa própria realidade. Os físicos estão sendo forçados a admitir que o Universo é uma construção ‘mental’.  O físico pioneiro, Sir James Jeans, escreveu: “O fluxo de conhecimento está indo em direção à realidade não-mecânica; o Universo começa a se parecer mais como um grande pensamento, do que como uma grande máquina.  A mente não mais parece ser um intruso acidental no âmbito da matéria; ao invés disso devemos considerá-la como a criadora e governadora do âmbito da matéria. Supere e aceite esta conclusão indiscutível.  O Universo é imaterial-mental e espiritual.

Para acessar um lista de artigos (em inglês) ‘revisados por pares/especialistas’ sobre estudos do fenômeno psíquico, a maioria deles publicados neste século, clique aqui.

 

Harvard e os Monges Himalaios

Durante uma visita aos remotos monastérios na década de 1980, Herbert Benson, Professor de Medicina da Harvard, e sua equipe de pesquisadores, estudaram os monges pelas Montanhas do Himalaia, que podiam, através do g Tum-mo (uma técnica da ioga), elevar as temperaturas de seus dedos das mãos e dos pés por até 17 graus. Ainda não se sabe como os monges foram capazes de gerar tal calor.

E não para por aí – os pesquisadores também estudaram os meditadores avançados em Sikkim, na Índia, onde ficaram impressionados em descobrir que estes monges podiam baixar seus metabolismos em até 64 por cento.

Em 1985, a equipe de pesquisa da Harvard fez um vídeo dos monges secando lençóis molhados e frios, somente com suas temperaturas corporais.  Os monges que despendiam suas noites a 4.500 metros de altitude nos Himalaias também não eram incomuns.

Estes são feitos verdadeiramente notáveis, e não foi a primeira vez que a ciência estudou humanos que podem fazer coisas extraordinárias.

Ainda temos muito que aprender sobre nós mesmos e o potencial de nossas mentes.

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