Homem acorda após 15 anos em estado vegetativo

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É difícil concordar com uma definição da consciência, por isso é confuso ler relatórios de que alguém que estava em coma por 15 anos, recuperou a consciência de repente. O que significa estar ciente de si mesmo e do mundo ao seu redor? Se você desmaia e depois ‘recupera a consciência’, está claro que você acorda com as mesmas habilidades que você tinha quando você fechou seus olhos. Mas não foi o que aconteceu com este paciente.

Um caso relatado no site ‘Current Biology‘ fala sobre um homem que teve um acidente de carro há 15 anos, o deixando em estado vegetativo. Operando sob a hipótese de que estimular o nervo vago – um dos principais nervos cranianos – pode ajudar o cérebro a recuperar a função, os neurologistas começaram a tratar o homem com pequenos impulsos elétricos. A estimulação do nervo vago pode ajudar pacientes com epilepsia e pessoas com depressão, mas está sendo estudado como um tratamento para uma enorme variedade de outros distúrbios.

O nervo está conectado a tantos órgãos, podendo influenciar muitas funções corporais, potencialmente sem os efeitos colaterais que acompanham muitos medicamentos.

Parecia uma tentativa a ser testada, então os médicos implantaram um pequeno dispositivo na parte superior esquerda do tórax do paciente, que poderia estimular seu nervo vago.

Eles viram melhorias após apenas um mês. O cérebro do sujeito mostrou maior atividade em áreas que anteriormente estavam silenciosas. Ele finalmente conseguiu seguir um objeto em movimento com os olhos e virar o rosto quando ouvia sua música favorita. Todos podemos concordar que neste caso – quando alguém está reagindo às pessoas e coisas ao seu redor – a consciência foi recuperada. Mas o problema não está em como definimos a consciência em cada caso em particular, mas como definimos o conceito em geral.

Um estado vegetativo geralmente é considerado uma falta de consciência sobre si mesmo e seu ambiente, enquanto uma pessoa ‘minimamente consciente’ pode entender objetos, fazer contato visual ou responder a comandos. As funções de imagem do cérebro podem ajudar a estabelecer se há alguma atividade acontecendo na ausência de movimento. Há também uma Escala de Recuperação do Coma que rastreia as várias maneiras pelas quais um paciente pode recuperar a função, desde os movimentos oculares, até a função auditiva, até o movimento físico. A pontuação de uma pessoa nessa escala pode ajudar a determinar se ela está minimamente consciente ou em um estado totalmente vegetativo. Mesmo para este caso, o CRS era apenas uma das ferramentas que os pesquisadores usavam. Eles também implementaram várias técnicas de imagem cerebral para determinar quais partes da mente do paciente estavam ativas.

Este estudo de caso é de fato um passo prometedor no tratamento de pacientes comatosos (embora como ele é só um caso único, não podemos presumir que o mesmo procedimento funcionará em mais alguém). Mas as maiores perguntas levantadas pelos resultados desses e outros semelhantes achados são um pântano ético, filosófico de futuros cientistas e médicos. A definição de consciência — e como avaliá-la — é um trabalho difícil, possivelmente até impossível. Mas é também crucial. Se não soubermos onde uma vida consciente começa e termina, não podemos saber como protegê-la ou salvá-la. E não podemos saber realmente quando é tempo de deixá-la ir.


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