Mineral raro vindo do espaço é encontrado em Israel e poderá valer mais que diamantes

Mineral raro vindo do espaço é encontrado em Israel

Um mineral novo para a ciência foi encontrado dentro de pedaços de rocha vulcânica em um vale abaixo do Monte Carmelo, no norte de Israel, um grupo de cientistas revelou no mês passado (dezembro 2018).

O novo mineral de cor escura, chamado carmeltazita, foi formado pela erupção de alguns vulcões ao longo do Carmelo, em algum momento durante o Cretáceo, quando os dinossauros estavam rondando a Terra, dizem os geólogos.

De fato, a mistura mineral que constitui a carmeltazita foi identificada em rochas do espaço, diz Abraham Taub, CEO da empresa israelense de mineração de pedras preciosas, Shefa Yamim, que a encontrou.

Mas esta é a primeira vez que ela é encontrada na Terra, ele diz.

Como uma rocha melhor conhecida no espaço sideral acabou no Vale Zevulun pelo Carmelo? Foi assim: de volta ao Cretáceo, tanto quanto um quarto de bilhão de anos atrás (e antes também), havia nada menos que 14 aberturas vulcânicas ao longo da crista do Carmelo, diz Taub ao Haaretz. Ao longo de eras, a lava teria se erodido e os minerais dentro dela também teriam vazado para os vales que se derramavam para o Mediterrâneo.

A notícia da descoberta, que o pessoal da Shefa Yamim fez no Carmelo, não fez absolutamente nada pelo preço das ações da empresa – uma pequena empresa listada na Bolsa de Valores de Tel Aviv (a holding) com uma subsidiária na Bolsa de Valores de Londres.

Na segunda-feira (7/01/2019), Shefa Yamim afirmou que sua subsidiária de mesmo nome havia recebido a confirmação da Associação Mineralógica Internacional de que o mineral seria registrado como novo. Evidentemente, os investidores ingleses ficaram indiferentes também, já que o preço das ações da Shefa em Londres começou a cair em setembro e não se recuperou desde então.

Taub parece igualmente indiferente ao ombro frio do mercado. “Os investidores em Israel não entendem nada”, disse ele à Haaretz, no contexto dos esforços de sua empresa. Em qualquer caso, a empresa com as licenças é a listada em Londres e é muito nova lá, apenas listada no ano passado. “O mercado não nos conhece”, disse ele.

Enquanto os investidores parecem confusos com a revelação, os químicos e geólogos ficaram encantados ao descobrir a nova forma de rocha – que foi encontrada em bolsões de pedra derretida dentro ou nas rachaduras de material cristalino dentro da rocha vulcânica no Monte Carmelo.

Suas propriedades foram estudadas por mais de três anos pelo Prof. Bill Griffin, da Universidade Macquarie, em Sydney, com acadêmicos da Universidade da Austrália Ocidental, da Universidade de Florença e da Universidade de Milão, diz a empresa.

Como se identifica uma nova rocha dentro de uma rocha? Bem, depois que descobriu outra raridade – moissanita ligada à terra ao longo das margens do Kishon – Shefa Yamim foi contatada por Griffin, Taub explica.

“A moissanita é mais rara e mais cara que os diamantes e apenas pequenas quantidades menores que um milímetro foram encontradas. Encontramos minerais muito maiores”, diz ele.

Carmeltazitas são para sempre

Impulsionada pela expectativa de encontrar pedras preciosas ao longo desses riachos, Shefa Yamim tem explorado ao longo do leito do rio Kishon. Com o tempo, seus esforços – envolvendo coleta de solo, lavagem e filtragem – encontraram rubis, safiras e muito mais, diz Taub.

Griffin é aquele cujo laboratório identificou a carmeltazita, acrescenta o CEO. Escrevendo na revista Minerals, ele, a equipe e Vered Toledo de Shefa Yamim dizem que a carmeltazita contém titânio, alumínio e zircônio (e oxigênio). De fato, o nome carmeltazita é baseado no Monte Carmelo e os metais dominantes acima mencionados presentes no mineral.

A carmeltazita foi encontrada em safiras, acrescenta Shefa Yamim. Ambas as safiras regulares e carmeltazitas são baseadas em óxido de alumínio cristalino. A fórmula específica de Carmeltazita é ZrAl2 Ti4 O11.

Na cor, a carmeltazita é preta, com tendência a estrias avermelhadas e um brilho metálico, embora, se alguém olhar através de vários instrumentos, possa discernir marrons escuros e verdes. E manchas brancas (“depende do ângulo de luz”, observa Taub). Reflexos internas estão ausentes, os geólogos acrescentam em sua caracterização.

O teste de densidade mostra que a carmeltazita é mais dura do que o diamante, diz Taub, sendo portanto adequada para jóias.

Então, você será capaz de comprar para seu cão uma coleira cravejada de carmeltazita? Ainda não. Mas se a nova pedra chegar ao mundo das gemas – que ocorrer, pois a empresa está trabalhando em projetos, diz Taub – espere pagar pelo um braço e uma perna. “Os preços das pedras preciosas são geralmente uma função de sua raridade”, aponta Taub.

Enquanto ele acha que sua empresa localizou sete ou oito locais potenciais ao longo do Kishon para pedras preciosas, incluindo a carmeltazita, neste ponto essa gema continua sendo mais rara do que os diamantes.

(Fonte)

Colaboração: New

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