O corpo humano pode detectar eventos de 1 a 10 seg antes deles ocorrerem, mostra novo estudo

detectar eventos de 1 a 10 seg antes deles ocorrerem

Nas últimas décadas, uma quantidade significativa e notável de pesquisa científica emergiu, contribuindo para a noção de que a precognição humana pode muito bem ser real, e que todos nós poderíamos possuir esse potencial – entre várias outras capacidades humanas ampliadas. Graças à pesquisa de vários cientistas, as capacidades humanas estendidas estão começando a sair do reino do pensamento supersticioso, do delírio e da irracionalidade e encontram seu caminho para o mundo dos fenômenos confirmados. Alegações de precognição ou “revelação futura” ocorreram “ao longo da história humana em praticamente todas as culturas e períodos”(fonte).

Não é difícil ver porque estamos tão fascinados com esses conceitos, que estão inseridos na cultura popular hoje em dia em vários canais, como filmes, que às vezes podem ser contraproducentes, devido ao fato de estarem mesclados a histórias e eventos fictícios. Semelhante ao fenômeno extraterrestre, a validade desses conceitos parece encolher, devido ao fato de que são “apenas filmes”. Embora as histórias que acompanham esses tipos de fenômenos em filmes sejam provavelmente em grande parte fictícias, os conceitos têm alguma validade.
Vamos examinar a verdade por detrás da precognição e das alegações de ‘prever o futuro’.

A ciência

Parece haver uma preocupação profunda de que todo o campo seja denegrido pelo estudo de um fenômeno que é manchado por sua associação com superstição, espiritualismo e magia. Proteger contra essa possibilidade às vezes parece mais importante do que encorajar a exploração científica ou proteger a liberdade acadêmica. Mas isso pode estar mudando. ”- Cassandra Vieten, PhD e Presidente / CEO do Institute of Noetic Sciences (fonte)

Então, o que exatamente é a precognição? É basicamente a capacidade de ter uma premonição de um evento futuro, que não poderia ser antecipado através de qualquer processo conhecido. É a influência de um evento futuro que ainda não ocorreu nas reações de um indivíduo. Essas reações podem vir na forma de sua biologia, podem ser respostas conscientes das quais o indivíduo está ciente, ou podem ser respostas inconscientes de que o indivíduo não está ciente (o que é, na maioria das vezes, quando se trata de um exame científico de pré cognição) e mais.

Precognição refere-se à predição não inferencial de eventos futuros. (fonte)

Um estudo publicado recentemente (meta-análise) no periódico Frontiers in Human Neuroscience intitulado “Predicting the unpredictable: critical analysis and practical implications of predictive anticipatory activity” (Prevendo o imprevisível: análise crítica e implicações práticas da atividade preditiva anticipatória) examinou uma série de experimentos sobre esse fenômeno, os quais foram conduzidos por vários laboratórios diferentes.

Estes experimentos indicam que o corpo humano pode realmente detectar estímulos distribuídos aleatoriamente que ocorrem de 1 a 10 segundos de antecedência. Em outras palavras, o corpo humano parece saber de um evento e reage a um evento que ainda não ocorreu. O que ocorre no corpo humano antes desses eventos são mudanças fisiológicas, que são medidas em relação ao sistema cardiopulmonar, à pele e ao sistema nervoso. (1)

É importante notar que esses tipos de reações aos eventos futuros medidos no corpo são reações inconscientes, o que significa que o sujeito (humano) não está ciente de que está realmente ocorrendo. Portanto, é uma forma de precognição, mas não premonições conscientes completas.

É notável o fato de que ocorrem mudanças na atividade fisiológica em nosso sistema nervoso autônomo se preparando para eventos futuros, e o fato de que isso é ‘precognição inconsciente’ não deve afastar o fato de nos ajudar a entender melhor o fenômeno da precognição consciente em um sentido científico. Ainda estamos esperando que a ciência alcance e forneça uma explicação para a precognição consciente, independentemente do fenômeno ter sido observado ou não.

Mais de 40 experimentos investigando esse fenômeno em humanos foram publicados nos últimos 36 anos (incluindo: Hartwell, 1978Radin et al., 19952011Bierman and Radin, 1997Radin, 19972004;Don et al., 1998Bierman, 2000Bierman and Scholte, 2002McDonough et al., 2002;Spottiswoode and May, 2003McCraty et al., 2004a,bSartori et al., 2004May et al., 2005;Tressoldi et al., 200520092011Radin and Borges, 2009Bradley et al., 2011). Foi isso que promoveu a meta-análise.

A análise concluiu que:

A antecipação fisiológica preditiva de um evento futuro verdadeiramente aleatório e, portanto, imprevisível, está sob investigação há mais de três décadas, e uma recente meta-análise conservadora sugere que o fenômeno é real.” (1)

Outro artigo publicado recentemente através do Journal of Personality e Social Psychology, pelo professor Dr. Daryl J. Bem, da Universidade Cornell (EUA), sugere que a precognição pode ser real. O Dr. Bern é um importante psicólogo social e respeitado ao longo de sua longa e estimada carreira. Assim, seu trabalho sugerindo que a precognição pode ser real é um grande salto para esse tipo de fenômeno. (2)

O estudo do Dr. Bem descreve nove experimentos que envolveram mais de 1000 participantes. Os experimentos “testam a influência retroativa, invertendo o tempo dos efeitos psicológicos bem estabelecidos, para que as reações do indivíduo sejam obtidas antes que os eventos de estímulo, supostamente causais, ocorram. (2)

Depois de passar e examinar esses experimentos, o Dr. Bem concluiu que todos, exceto um deles, produziram resultados estatisticamente significativos. O trabalhos e os experimentos são fornecidos dentro das fontes relacionadas. Novamente, a precognição tem sido bem documentada e observada em laboratórios em todo o mundo. Só porque existe uma falta de capacidade de pesquisa da percepção extrassensorial para fornecer uma explicação para os fenômenos observados, não desacredita o fenômeno em si.

Historicamente, a descoberta e a exploração científica da maioria dos fenômenos precederam teorias explicativas, muitas vezes por décadas ou mesmo séculos. ​​- Dr. Berna

Outro estudo do Dr. Dean Radin, um dos vários autores do primeiro estudo usado neste artigo, realizou quatro experimentos duplo-cego que mostram também que alguns palpites intuitivos, medidos por flutuações no sistema nervoso autônomo, envolvem a percepção inconsciente de eventos futuros, que ainda estão por ocorrer, e os experimentos apoiaram essa ideia. (3)

Outro estudo significativo (meta-análise) que foi publicado no Journal of Parapsychology por Charles Honorton e Diane C. Ferrari em 1989, examinou uma série de estudos que foram publicados entre 1935 e 1987. Os estudos envolveram tentativas de indivíduos para prever “a identidade dos estímulos-alvo selecionados aleatoriamente em intervalos que variaram de várias centenas de milhões de segundos a um ano após as reações dos indivíduos”. Os autores investigaram mais de 300 estudos realizados por mais de 60 autores, usando aproximadamente 2 milhões de testes individuais em mais de 50.000 pessoas. (4)

Concluiu-se que a análise de experimentos de precognição confirma a existência de um efeito de precognição pequeno, mas altamente significativo. O efeito parece ser repetitivo; resultados significativos são relatados por 40 pesquisadores usando uma variedade de paradigmas metodológicos e populações de sujeitos. O efeito de precognição não é meramente um afastamento inexplicado de uma base teórica de acaso, mas é um efeito que co-varia com fatores conhecidos por influenciar aspectos mais familiares do desempenho humano. (4)

Por que esse tipo de precognição é inconsciente? E ela tem o potencial de se tornar consciente?

Novamente, como mencionado anteriormente no artigo, a ciência por detrás da precognição refere-se à precognição inconsciente. Isso significa que a reação aos eventos futuros antes deles acontecerem é medida através de mudanças fisiológicas, e isso parece estar bem claro.

Mas por que isso deveria ser o caso? Se o nosso corpo (partes do nosso sistema nervoso) pode obter informações sobre os eventos segundos à frente no futuro, por que não teríamos a incapacidade de não tornar essa informação consciente? Talvez tenhamos esse potencial.

Pesquisadores no primeiro estudo usado neste artigo sugerem que este pode ser o caso, porque a informação não é útil, semelhante à maioria das informações que são normalmente processadas inconscientemente. Eles também sugerem que a mente consciente pode não ser capaz de tomar decisões tão rápidas. Eles afirmam que “pode ser vantajoso evolutivamente para o processamento inconsciente avaliar os próximos eventos, filtrá-los, mobilizar recursos e só então informar a percepção consciente”. (1)

(Fonte)

A ciência provando ou não, quem entre nós já não teve uma intuição forte que se tornou realidade?

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