Podemos estar próximos de obtermos uma fonte ilimitada de energia

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atomo1Os cientistas bateram um novo recorde para a pressão do plasma – o ‘ingrediente chave’ para a produção de energia a partir da fusão nuclear – o que significa que esta fonte de energia sustentável e limpa está próxima de nossas mãos, mais do que nunca.

O novo recorde é de 2,05 atmosferas – um salto de 15 por cento sobre o recorde anterior de 1,77 atmosferas. Ambos os recordes foram alcançados no reator Alcator C- Mode, do Massachusetts Institute of Technology -MIT.

Embora um reator de fusão nuclear viável, que esteja pronto para energizar nossas casas, ainda está longe de ser obtido, o alcance de maiores pressões significa um aumento nas taxas de reação, e são mais evidências de que estamos chegando perto de um reator, que é viável tecnológica e economicamente.

Isto também dá aos cientistas mais pistas da melhor forma de prosseguir.

“Este é um feito notável que realça o programa Alcator C-Mod, de grande sucesso, da MIT, disse o físico Dale Meade, do Laboratório de Física de Plasma da Princeton, que não esteve envolvido nos experimentos.

“O recorde de pressão de plasma valida a abordagem de alto-campo-magnético como sendo um caminho atrativo para a energia prática de fusão.”

Para alcançar 2,05 atmosferas, os pesquisadores da MIT aumentaram a temperatura do reator para 35 milhões de graus Celsius – mais de duas vezes a temperatura do núcleo do Sol – produzindo 300 trilhões de reações de fusão por segundo, por dois segundos.

Os cientistas acham que a fusão nuclear poderia nos dar fontes de energia virtualmente ilimitadas, limpas e seguras  – ela essencialmente replica o que está acontecendo no Sol, através do aquecimento de minúsculos elementos da matéria para mais de vários milhões de graus Celsius, formando um gás superaquecido chamado de plasma.

Isole o plasma da matéria ordinária, usando um campo magnético super forte, e aqui está sua fonte de energia – uma fonte que poderia repor todas as usinas nucleares e de combustíveis fósseis de uma só vez.  E diferentemente das reações de fissão nuclear, as quais são usadas nas usinas nucleares de hoje (onde os átomos são divididos), a fusão nuclear (onde os átomos são unidos) não cria lixo radioativo, e também não há chance de um ‘meltdown‘.

Parece ótimo, certo? É por isto que os cientistas ao redor do mundo estão trabalhando duramente para vencer os complexos desafios da replicação de uma estrela num laboratório – algo que pode ainda demorar décadas para ser conseguido.

O fato é que as máquinas de hoje ainda usam mais energia do que criam, devido às temperaturas super-altas envolvidas; mas estamos fazendo progresso sempre, como a equipe da MIT demonstrou.

Infelizmente, o reator Alcator C-Mod chegou ao fim de sua estrada, porque o financiamento do governo (EUA) foi desviado para a máquina ITER que está sendo construída na França.  Espera-se que um dia a ITER se torne a primeira máquina de fusão nuclear auto sustentável.

Outros físicos estão trabalhando em projetos e abordagens, para tentar encontrar a fórmula mágica de fazer a fusão nuclear auto-sustentável, e quando (e se) esse histórico momento ocorrer, o Alcator C-Mod pode ficar orgulhoso do papel histórico que desempenhou.

n3m3

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