Programa de Empreendedorismo na Prisão evita reincidência criminosa no Texas – EUA

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Um projeto de prisão está dando aos presos um aprendizado em administração de negócios, o qual irá ajudá-los a ter um novo começo em suas vidas.

Alguns dos presos das Instalações de Correção de Cleveland, no estado do Texas – EUA, participam de um curso de nível MBA, que os ensina inclusive a escrever planos de negócios, como parte de um Programa de Empreendedorismo na Prisão (PEP).  A iniciativa almeja diminuir os níveis de reincidência, através da mudança de comportamento.

E até agora, está funcionando.

De acordo com a Associated Press, o PEP possui mais de 1.000 graduados desde sua criação há mais de uma década, com quase todos os ex-presos encontrando empregos dentro de 90 dias de sua libertação.  Além disso, os graduados do PEP possuem um nível de reincidência de menos de 7 por cento – que é aproximadamente dois terços mais baixa do que o da população prisional geral do Texas.

Os participantes do programa podem atestar quanto ao seu impacto positivo:  “Eu costumava ser complacente”, disse ao The New York Times, Christopher Holbert, um participante do PEP.  “Sem a prisão, eu nunca saberia como começar meu próprio negócio.”

Presos nas prisões do sistema prisional do Texas se inscrevem para o programa e entram num processo intensivo de entrevistas.  Se selecionados, eles são mudados para uma instalação em Cleveland, onde começam a aprender pesquisa de mercado, finanças e etiqueta profissional.  Cada indivíduo é pareado com um mentor envolvido no campo de administração de empresas.  No final do PEP, os presos são graduados e presenteados com um certificado de empreendedorismo da Faculdade de Negócios da Universidade de Baylor.

Espera-se que o programa, o qual funciona através de doações do setor privado e possui custo zero para o estado, se expanda para outra prisão na cidade de Dallas este ano.  E, apesar do PEP ser creditado com a transformação de vidas, o CEO Bert Smith diz que o sucesso tem muito a ver com as pessoas envolvidas.

“Com aquele enorme ‘X’ em suas costas”, disse Smith ao Houston Chronicle, “estes homens têm passado por tantas coisas que desenvolveram um notável grau de resiliência.”

EAK

Fonte: The Huffington Post


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