Realidade Virtual pode fazer com que você perca o medo da morte

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A Realidade Virtual (RV) e a Realidade Aumentada (RA) logo se tornarão parte de nossas experiências diárias, mudando a natureza de nossa realidade e de nossas percepções das outras pessoas e do mundo ao nosso redor. Além de seus usos para o entretenimento, os médicos já estão receitando a realidade virtual para aliviar a dor ou ansiedade, permitir com que os indivíduos paralisados controlem melhor suas próteses, e eles têm até mesmo criado experiências com a intenção de ajudar pacientes de transplantes de cabeça com suas transições. Sim, você leu corretamente: pacientes de transplante de cabeça.

Recentemente, neurocientistas da Universidade de Barcelona, na Espanha, criaram uma experiência de realidade virtual, a qual eles dizem ter ajudado em uma das experiências mais universais da humanidade: o medo de morrer. Suas pesquisas estavam centradas no uso de realidade virtual para fazer com que os usuários percebessem um corpo virtual além de seus próprios corpos.

Usando um óculos, os usuários puderam assistir à medida que os movimentos de seus corpos do mundo real eram copiados por um avatar na tela.  Aparelhos de sentido de tato podiam até mesmo permitir que os objetos virtuais fossem ‘sentidos’ pelos usuários na forma de vibrações. Uma vez que os usuários estabeleceram uma conexão com seus avatares virtuais, a eles eram mostrados os mesmos avatares vistos de cima, como se eles estivessem tendo uma experiência fora do corpo, ou EFC.

De acordo com os dados publicados, os pesquisadores acreditam que estas EFCs podem ajudar os indivíduos a conceberem que suas consciências sejam separadas dos seus ‘sacos de carne’, comumente referidos como seus corpos físicos:

Nossos resultados abrem a possibilidade de que a experiência virtual fora do corpo forneça um aprendizado implícito de consciência, no sentido de que o centro da percepção pode ser separado do corpo físico, e que assim a morte do corpo físico não é necessariamente o fim da consciência.

 

Na conclusão de suas experiências virtuais, foram dados questionários aos usuários, pedindo a eles para avaliarem a sua ansiedade a respeito da morte. Esses questionários mostraram que os participantes de EFC virtual classificaram seu medo da morte muito mais baixo do que os grupos de controle, os quais não tiveram EFCs. Embora as experiências de quase morte (EQM) têm mostrado que tornam os indivíduos bem menos ansiosos a respeito da morte, este estudo alega que estas EFCs virtuais podem ter o mesmo efeito:

Nossos resultados são consistentes com tais descobertas empíricas de que as pessoas que tiveram EFCs espontâneas, não necessariamente no contexto de EQMs, também são mais prováveis de terem suas ansiedades reduzidas a respeito da morte.

Pouco se conhece sobre as experiências de quase morte ou de fora do corpo, devido ao fato de que elas são muito difíceis de replicar num ambiente de laboratório. Mesmo assim, o fato de que tantos indivíduos reportam efeitos similares de ambas experiências mostra que a ciência pode somente ir até um certo ponto para explicar os grandes mistérios da experiência humana. Porém, à medida que os pesquisadores desenvolvem experiências virtuais como esta, a tecnologia logo poderá chegar em partes da nossa consciência que anteriormente eram limitadas pelas experiências psicodélicas e de quase morte.

eak

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