Veja como o técnico de futebol manteve os 12 meninos vivos na caverna da Tailândia

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Há algumas semanas, uma história comovente chamou a atenção do mundo todo. Na Tailândia, 12 meninos, com idades entre 11 e 16, e seu técnico de 25 anos desapareceram. Depois que as bicicletas dos garotos foram encontradas perto da entrada de uma caverna, ficou claro que a chuva torrencial os havia deixado presos nela.

Veja como o técnico de futebol manteve os 12 meninos vivos na caverna da Tailândia

Demorou 9 dias de uma intensa operação de resgate para encontrar os meninos vivos e outros 9 dias para levá-los à segurança. Após 18 dias presos na caverna, os doze meninos e seu treinador foram finalmente resgatados.

No entanto, durante este período intenso e estressante, muitas pessoas culparam o treinador dos meninos, Ekkapol Chantawong. Em defesa de Ekkapol, o usuário do Twitter, yvvonelim9, postou uma discussão sobre o treinador e reuniu alguns fatos muito importantes. Apesar de ser acusado de comportamento irresponsável ao levar crianças para a caverna, parece óbvio que Ekkapol desempenhou um papel importante em manter as crianças vivas.

Supostamente, o treinador de bom coração era o mais desnutrido, porque ele doava sua porção de comida para as crianças, ele ensinava os meninos a meditar para ajudá-los a conservar energia e mantinha seus espíritos elevados até o momento em que foram resgatados.

Ekkapol provou ser um verdadeiro herói em manter as crianças vivas. Veja abaixo sua emocionante história, relatada pelo usuário “no more Lolitas” do Twitter:

Ekapol é órfão que perdeu sua família imediata quando tinha 10 anos, quando uma doença varreu sua vila no norte da Tailândia. Parentes cuidaram dele até ele ter 12 anos, antes de enviá-lo para um mosteiro. Ele era descrito como sendo um menino “triste e solitário”.

Então, ele se preparou para ser um monge, mas deixou o mosteiro para cuidar de sua avó enferma em Mae Sai, no norte da Tailândia. Lá, ele dividiu seu tempo entre o trabalho, como auxiliar de um templo em um mosteiro e treinando o então recentemente estabelecido time Moo Pa.

Ele se identificou com os meninos, muitos dos quais haviam crescido dentro de minorias étnicas pobres, comuns nesta área de fronteira entre Mianmar e Tailândia.

“Ele os amava mais do que a si mesmo” disse Joy Khampai, um velho amigo de Ekapol que trabalha na lanchonete do mosteiro Mae Sai. “Ele não bebe, ele não fuma. Ele era o tipo de pessoa que se cuidava e ensinava os garotos a fazerem o mesmo”.

Os dois passaram algum tempo juntos procurando por patrocinadores e usaram o time, Moo Pa, para provar aos meninos que eles poderiam se tornar algo além do que seu pequeno vilarejo os permitiria – até mesmo atletas profissionais.

“Ele doou muito de si mesmo para eles”, disse Nopparat. Ele pegava os meninos em casa e os levava de volta, como se eles fossem sua própria família, quando os pais não podiam assumir a responsabilidade por eles.

Ele também mantinha os meninos em um regime estrito de treinamento, de acordo com os professores de educação física no campo escolar onde praticavam. Isso incluía andar de bicicleta pelas colinas ao redor de Mae Sai.

De acordo com as autoridades do resgate, ele estava entre os mais fracos no grupo, parcialmente porque ele deu aos meninos suas porções dos alimentos e água limitados que tinham com eles nos primeiros dias. Ele também ensinou aos meninos como meditar e como conservar o máximo de energia possível até serem encontrados.

Ele ensinou aos meninos como beber água das paredes da caverna e não as águas turvas da enchente que os prendeu.

“Se ele não tivesse ido com eles, o que teria acontecido às minhas crianças?”, disse a mãe de Pornchai Khamluang, um dos meninos na caverna, numa entrevista com a rede de televisão tailandesa. “Quando ele sair, temos que curar seu coração. Meu caro Ek, eu nunca o culparia”.

Enquanto isso, os amigos estavam cada vez mais preocupados com o Ekapol. Ele tinha a confiança plena dos meninos, e não era provável que eles estariam explorando as cavernas sem ele. “Eu o conheço, e sei que ele irá culpar a si mesmo”, disse Joy, seu amigo do mosteiro.

Os policiais descartaram processá-lo por negligência, mas irão focar primeiramente nos esforços de salvamento. A opinião pública está dividida sobre o papel de Ekapol no incidente. Apesar dele ser responsável por ter levado os meninos para dentro da caverna, muitos acreditam que ele teve um papel importante em mantê-los vivos.

A nota de Ekapol escrita na caverna dizia:

Prometo cuidar o melhor possível dos meninos. Quer dizer obrigado por todo o apoio, e quero me desculpar.

Os meninos, com idades entre 11 e 16, se perderam juntos com seu técnico de 25 anos, após um treinamento de futebol em 23 de junho, saindo para uma aventura de exploração de um complexo de cavernas próximo da fronteira com Mianmar, e para celebrar o aniversário de um dos meninos.

Os meninos fizeram uma vaquinha para comprar lanches para sua aventura, a fim de celebrar o aniversário de Night (Pheeraphat sompiengjai), disseram os parentes de Night do vilarejo de Veing Hom.  Eles especularam que foram esses lanches que os sustentaram durante a luta de 9 dias, antes de serem encontrados.

Os meninos ficaram presos quando entraram no conjunto de cavernas, deixando seus sapatos e mochilas próximos da entrada da caverna, para escreverem seus nomes nas paredes. O mergulhador holandês de cavernas, Ben Raymanents, falou com os meninos que estavam presos, os quais o disseram que isto foi como um tipo de ritual de iniciação.

O técnico de futebol que ficou preso na caverna inundada com os meninos já driblou a morte anteriormente, quando tinha 10 anos e uma doença varreu pelo seu vilarejo em 2003, fazendo dele o único sobrevivente de sua família.

A doença matou seu irmão, de 7 anos, e seus pais. “Ele ama muito aqueles meninos, devido ao fato de ter perdido especialmente seu pai. Eu sempre acreditei que Chanthawong ajudaria a mantê-los calmos e otimistas, e ele nos amava muito”, disse a Sra. Sriwichai, sua tia.

“Por ele ter tido a experiência dolorosa de perder seus entes amados quando era muito jovem… não podemos aguentar mais tais tragédias.” Mas agora, Chanthawong está sofrendo de mal nutrição, após dar muito de sua porção do alimento disponível na caverna para os meninos.

Thawatchai Thaikieaw, vice diretor do ministério da justiça, disse temer que o técnico poderia entrar em depressão, e possivelmente cometer suicídio ao sair da caverna.

Ele disse:

Receio que ele confundiu as coisas e acha ser a única fonte a ser culpada. Isto poderia levá-lo à depressão e ao pior.

O ministro mencionou em um de seus posts anteriores a respeito de um menino de 13 anos que cometeu suicídio, ao se sentir culpado por expor sua família a um caso no tribunal. Thawatchai disse:

Receio que o técnico, Ek, possa sofrer de problemas similares. Estou preocupado. Quero encorajá-lo. Se eu o vir, a primeira coisa que faria é lhe dar um abraço… quero dizer a ele o quanto ele é ótimo.

Após 18 dias presos na caverna, os 12 meninos e seu técnico, finalmente foram resgatados.

Embora muitas pessoas tenham culpado o técnico por colocar os meninos em perigo, nenhuma dessas pessoas estava lá para poder julgar o porquê deles terem entrado tão profundamente na caverna e, para todos os efeitos, ele continua sendo um herói por ter mantido os meninos calmos e por ter cedido muito de seu alimento a eles.

(Fonte das informações)


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